3 de jan de 2011

Dos acentos só pronunciados

Sempre as mesmas dúvidas sobre acentuação. Não, não acentos gráficos, aqueles exibidos e por vezes petulantes que grafamos – para isso existem manuais. Falo dos acentos que só percebemos através da entonação, aqueles que temos que saber no dia-a-dia, em qualquer conversa. O que fazer quando não se sabe? Acho que vale uma dose de bom senso, sorte e alguma ousadia. Bom senso porque as entonações não são ao acaso: há regras até para elas – mas vou eu lá decorar regras para falar as palavras? Sorte porque toda a regra tem sua exceção – caso você siga as regras, obviamente. E ousadia de tentar, mesmo na dúvida ou insegurança.

Incesto, por exemplo. Eu fecho o ‘ê’: incêsto – nunca tinha ouvido ninguém falar essa palavra, só tinha lido, como saber? Que vergonha! Fez faculdade de Letras e nem sabe a ‘correta’ pronúncia das palavras... tsc tsc tsc. Então L.C. zomba: “é incésto, abre esse ê!” – às vezes acho que Édipo nunca me perdoaria. Fica incésto! – não gosto, mas fazer o quê? Não tenho que gostar – falar é o suficiente. Na dúvida, prefiro perguntar. Viro-me para B.W.: “é rúbrica ou rubríca?”. Ele me sorri: “depende de onde você põe o acento”. Não sei se não me entendeu ou se zomba de mim.

Um comentário:

Anônimo disse...

eu falo incêsto. ¬¬
incesto já é uma coisa estranha...com o "é" aberto fica ainda mais violento. um incesto escrachado, sabe?

>sara